segunda-feira, 4 de janeiro de 2016

Em Busca da Alegria.

         
No penúltimo post deste Blog confessei que estava vivendo em Torpor. Não preciso reescrever as sensações, basta que você vá lá e leia (ou não).  Hoje pela manhã me deparei com um texto de Gustavo Gitti, coordenador do olugar.org, na revista "Vida Simples" A alegria é a Salvação. Recomendo a leitura, basta comprar a edição de janeiro de 2016 da revista.

     Logo no primeiro parágrafo há uma frase que já me chamou a atenção "A alegria cura a depressão". No parágrafo que inicia a segunda coluna do texto está escrito "A alegria nos devolve o tempo que perdemos entre a distração e o torpor, entre a correria e o tédio os dois extremos da apatia." Eu estava apática, as vezes ainda fico assim. A tristeza, oposto da alegria, que me dominou durante um tempo, ou a maior parte do tempo nesses últimos meses tem origem emocional. Sei disso. Tem a ver com meu processo que auto-descobrimento. A depressão é doença da tristeza. Eu não queria cair nela. 

     Orações são eficientes apenas se você estiver disposto a mudar o seu tônus mental. Eu busquei Deus, busco, mas o alívio era temporário, não porque Ele não agia na minha vida, mas porque foi uma escolha minha, talvez inconsciente de não deixar Ele agir. Sabe como? Alimentando a tristeza, alimentando o que me deixava triste, ou pior, encarando as coisas da forma errada.

     Eu sou a minha pior inimiga. Você é seu pior inimigo. Isso é óbvio, "mas sempre é bom lembrar que temos uma imensa tendência a desconsiderar e esquecer o óbvio, que é onde está a verdade, na maioria das vezes.", como disse Eugenio Mussak, em outra matéria desta mesma revista.

     O engraçado é que eu sei o quanto a alegria faz realmente diferença na minha vida. Lembro de alguns meses atrás em que me deixei contaminar por essa energia luminosa. "A alegria não vem das coisas, mas da capacidade de se alegrar com qualquer coisa". E eu sei disso. No começo de Julho estava vívida em minha mente as passagens de um livro que li chamado a "A arte de viver" de Júlio Borba. Durante as semanas daquele mês alimentei o meu íntimo com um sentimento grandioso de gratidão. A gratidão, descobri no exercício, era o ponto de partida para uma alegria plena que preencheu o meu ser e me fez fazer tudo com tanta tranquilidade que nada me derrubava com facilidade. Eu lavei a louça sem reclamar, fiz todos os meus trabalhos com uma disposição impressionante, sorria para tudo e todos, e durante dias eu via as pessoas com os olhos do coração (sentimento) e não do físico. Foi impressionante como tudo a minha volta parecia claro e colorido. Some a isso o frio da barriga de um novo relacionamento, e a super força oriunda do "estar apaixonado" e vupt. Que incrível foi tudo isso!

     "A alegria é a própria paz!", eu me sentia em paz. Aí está! Como podemos esquecer dessa ferramenta tão simples que é o exercício da alegria? Se felicitar pelas conquistas alheias além das próprias. Se alegrar com o aprendizado, com as oportunidades. Viver TUDO com a alegria que "nos impede de transformar em obrigação aqueles trabalhos que começamos por liberdade e prazer". Nos impedir de transformar a nossa liberdade, esse presente maravilhoso dado por Deus, em um fardo pesado. A alegria é consequência também do exercício da GRATIDÃO. Se sentir grato por cada coisa que acontece, seja boa ou má nos faz mais serenos, mais tranquilos, mais confiantes e o melhor de tudo: Levamos a alegria aos corações de todos que estão a nossa volta.
     
     Para mim não há nada mais prazeroso no mundo do que ver o sorriso sincero de alguém, e fazer parte disso, fazer parte dessa alegria. "A alegria é o antídoto da inveja" podemos competir ou nos regozijar com as conquistas dos outros. Se felicitar apenas com a própria vida é tão egoísta! Se felicitar com os momentos bons e as conquistas das outras pessoas nos nutre de alegria, de paz.
     
     Estou em busca da Alegria. Viver os momentos com esperança, gratidão, e sabendo extrair lições valiosas das minhas experiências e das experiências alheias. Vamos lá? Escolher a alegria?

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