quinta-feira, 2 de julho de 2015

Amadurecendo.

     Este ano estou aprendendo na prática e definitivamente coisas das quais as pessoas sempre me alertaram ou me avisaram. Sim, eu me vitimizo. Não é algo que eu faça de propósito, é um hábito meu desde pequena e, como todo mau hábito, é difícil de se desfazer. A segunda é me justificar por tudo. Acabei de fazer isso ao dizer que me vitimizar é um hábito. Minha mãe sempre me fala que eu nunca aceito que estou errada, e sempre me justifico, sempre ataco. Enfim, é verdade, e não só isso, eu dou desculpas para quase tudo que está fora do meu controle.
     Por que mesmo com meus pais me avisando eu nunca dei ouvidos? Não podemos negar a sabedoria do ditado popular "Santo de casa não faz milagres". Creio que essas coisas são coisas que só se apreende quando você se mete em problemas. Em 2013 foi um professor "Você tem que ouvir o que eu estou falando, você não está ouvindo". Achei que estivesse, mas ele tinha razão, mas na época eu não ouvi, claro. "Calma, não estou criticando, só dando uma sugestão." disse a minha orientadora do TCC semana passada.
     Há pouco tempo atrás eu resolvi que abandonaria o estresse da minha vida, ia cuidar da minha saúde em primeiro lugar, mas ao ir nessa onda sem exceções acabei por meter os burros n'água e deixar pessoas na mão. Pela primeira vez na minha vida fui eu a pessoa a deixar o grupo na mão sem fazer a parte de um trabalho, e a minha colega não podia estar mais certa "Se você não dava conta era só falar, mas se eu desse as desculpas (justificativas) que você dá pra tudo eu não sairia do lugar. Você não atendeu, não respondeu, sumiu e deixou Fulana sozinha para uma parte que era sua, responsabilidade SÓ SUA". E era minha responsabilidade mesmo. Isso só foi uma soma a frase que, aí sim, foi minha mãe que falou "você não tem consideração pelas pessoas". Concordo. Estava tão preocupada com o "meu" que esqueci no "nosso" e quer saber, não havia desculpas e nem justificavas realmente justas para nenhuma dessas situações, não havia para onde transplantar a responsabilidade ou culpar as circunstâncias. Fui eu que fiz isso, eu fui a responsável.
    Outra fraqueza minha apontada essa semana é a meu imenso medo e desconforto ao que é novo e diferente. A primeira coisa que eu digo é "não". E claro, junto do "não" vem todas as justificativas e porquês, sem nem ao menos tentar. Eu deixo que minha insegurança tolha todas as minhas capacidades. Se eu estagnei, se eu parei, foi porque eu não acreditei em mim mesma, e disse não, e o pior, as vezes o pior pega mal pra imagem de outras pessoas. Eu falo em nome das pessoas sem querer e comprometo o trabalho delas.
    E aí é inevitável sentir culpa e vergonha. A tendência natural é cair na tristeza e chorar "mas que droga, eu só faço merda, faço tudo errado!". Mas não, eu não posso agir assim. Me deixar levar por isso é ser fraca e novamente insistir em não aprender. Estou me esforçando de verdade para me calar e não dizer o que não precisa ser dito, o que não acrescenta. Eu não quero mais meter os pés pelas mãos, e também não quero me sentir baqueada por muito tempo. É muito ruim ouvir algumas verdades, mas é pior ainda não aprender com elas, ou usá-las para criar mais desculpas para fugir das coisas que a gente quer.
    Quero aprender a ouvir mais, e a aprender mais, e não me senti tão mal pelas minhas falhas e entender que falhar é humano e que tem horas que as coisas não acontecem como a gente quer, mas por isso mesmo acontecem coisas melhor depois.

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