sábado, 4 de fevereiro de 2017

Arrisque-se a mudar

As coisas não são fáceis para ninguém. Nos iludimos acreditando que  algumas pessoas são mais "sortudas" ou foram agraciadas com melhores oportunidades. Bem, talvez até seja assim, mas uma oportunidade mal aproveitada é como um carro na mão de quem não sabe dirigir: Inútil.
Quem realmente quer algo vai atrás. Lembre-se como é quando você está apaixonado por alguém. Você é capaz de fazer quase tudo só para passar um tempo a mais com a pessoa que lhe causa uma sensação gostosa de bem estar. Lembre-se também daquele imprevisto de  última hora, como quando o encanamento da sua pia estourou e você, que "não tinha tempo", tirou tempo para resolver  a  situação o mais  rápido possível.

Necessidade e paixão. Duas forças que te movem para além da sua zona de conforto. Vontade também é outra palavra poderosa. Fé e coragem também.

As vezes  você pode pensar "Sou muito velho para aprender a fazer isso" ou "Eu não faço bem esse trabalho porque  não tenho o equipamento necessário" ou pior "Fulano tem sorte, nasceu com dinheiro, quem tem grana compra tudo". Bem, isso tudo são crenças falsas. É autoboicote: Você colocando a si mesmo numa posição de incapacidade e inferioridade por puro medo de se arriscar ou sentir desconforto.

Vou te mandar a real: "Você é o que você pensa" portanto se  você acredita não ser capaz de algo, você vai sempre arranjar desculpas ou atrair situações que reafirmam sua crença sobre  si mesmo.
Seu maior inimigo é você mesmo e seus  pensamentos negativos. Você abre portas  pra  qualquer tipo de influência  destrutiva quando faz  isso. Se você continuar dizendo "Não dou conta de fazer  isso. Não levo jeito. Não adianta tentar, é perda de tempo", você vai matar toda a sua motivação e não vai sair do lugar.

A mudança SEMPRE parte de  você! Mudar dói? Dói. Vai ser desconfortável? Vai. Você pode vir a quebrar a cara algumas vezes? Sim, várias vezes. Mas sabe de  uma  coisa? Você não aprendeu a falar, andar, ler e escrever do dia  pra  noite não é? Resgate a sua criança interior, que não tinha medo de errar e  arriscar, e pratique. Uma, duas, três vezes.

Pare agora de ter pena de si mesmo, ficar se lamentando e dizendo o quão "pobrezinho" você é e mete a cara no mundo. A gente nunca deveria ter medo de julgamentos e críticas, nem todas as observações são reais, mas algumas são e não tem nada de errado em admitir estar errado. Quem erra aprende. Escolha evoluir.

sexta-feira, 30 de dezembro de 2016

Amadurecer 02

2016 se foi.

Um ano de muitas emoções. Grandes conflitos internos. Muitas lições e auto descobertas. Autos e baixos. Paixão, amor, e reviravoltas.

Eu descobri esse  ano a enfrentar alguns medos, a me permitir errar mais, e que, como dizia Renato Russo, o "pra sempre, sempre acaba".

Derramei mais lágrimas do que gostaria, mas muitas foram de gratidão, ainda bem.

Entendi que abrir mão é dolorido, que cicatrizes ficam, que não se pode  apagar nada, apenas ressignificar os acontecimentos, as memórias.

Ainda estou aprendendo o valor do silêncio.

E, ainda que devagar, acho que comecei a ouvir mais.
Os outros e a mim mesma também.
Os sinais do meu corpo.
O meu coração.

É difícil, mas maravilhoso encarar o espelho da alma.

Ainda tenho maus hábitos, mas  não preciso lutar contra todos de  uma vez.

Descobri que há outras formas de ver o mundo e que eu não preciso aceita-las, mas respeita-las sabendo que eu não vou mudar a cabeça de ninguém.

Descobri que eu preciso me amar primeiro.

E descobri que não consigo viver meus ideais sempre.

Eu preciso aprender a esperar e  calar  essa urgência de querer tudo para  ontem, para agora... E a não desistir de mim.

Um passo de cada  vez... respire Natasha, vai dar tudo certo.

sexta-feira, 11 de novembro de 2016

Calma... A gente não tem que abraçar o mundo todo de uma vez.



Sou o tipo de pessoa que começa a fazer mil e uma coisa ao mesmo tempo, ou se não começa, perde dias e dias pensando sonhando e planejando e nunca conseguindo colocar em prática. Afinal o dia só tem 24 horas... Sabe aquele momento que sua cabeça ferve de ideias, projetos novos, vontades de resgatar as coisas que você amava e faz tempo que não faz, e bate aquela vontade louca de começar já, imediatante, parar tudo que tá fazendo pra cair de cabeça em algum deles? 

Quando minha cabeça ferve assim e começo a ficar ansiosa meu impulso geralmente é procrastinar aquilo que deveria estar fazendo (atualmente o TCC) e já começar a planejar, anotar por no papel super empolgada e ocupar todo meu tempo com esses projetos... E daí dá uma raiva saber que ainda falta um tempão para terminar o projeto atual! "Waaa. Cancei." XD. Ashsuhsu. Mas aí nos último tempos você tem aprendido a controlar seus impulsos, e ao invés de dividir a sua vida em mil e uma coisas e se sobrecarregar você pensa: "Relaxa, uma coisa de cada vez, você precisa terminar coisa X primeiro".

De onde vem essa ansiedade de querer tudo logo, tudo pra ontem e abraçar tudo de uma vez? Esse medo de não dar tempo de viajar, que já estamos "atrasados" porque aos 23 anos ainda não terminamos a faculdade, não ter carteira de motorista, não temos independência financeira ainda... Tenho uma dificuldade de "ficar parada", simplesmente relaxar, olhar para o céu e aproveitar o momento. Nos últimos tempo tenho trabalhado isso em mim. Entrar no modo "relax", tentando não me desesperar e simplesmente respirar e pensar "Se não deu, não deu e pronto" e ao invés de lamentar o fato de não ter/fazer o que quero e gastar horas do meu dia frustrada, ser grata pelo que eu consegui fazer e pelo que eu tenho... Desacelerar... Não que eu não tenha prazos, mas não vou colocar minha saúde física e mental em segundo plano por causa dos estudos ou da carreira. No fim, nada disso é mais importante do que as nossas relações, as pessoas que amamos, e a gratidão pela vida.

Então agora tá na hora de colocar sim os planos e as ideias no papel, num papel "pra mais tarde, se você ainda quiser...". Sentar colocar a cabeça no lugar e pensar nas coisas práticas da vida.
Não tem problema nunca mais desenhar como antes, ou não conseguir gravar e editar um cover por mês, ou desistir de viajar porque você precisa pagar as contas esse mês...

As coisas são assim. A gente vai mudando aos poucos e aprendendo a apaziguar os sentimentos.
A gente não precisa fazer tudo de uma vez, mas uma coisa bem feita de cada vez.

sábado, 5 de novembro de 2016

NÓS NEM SEMPRE FICAMOS COM OS AMORES DE NOSSAS VIDAS (E ISSO É NORMAL)

Hoje eu trouxe um texto que não é meu, mas que me fez refletir e com o qual eu me identifiquei. XD
----------------------------------------------------
Eu acredito em grande amor.
Mas falo e namoro como se não acreditasse.
Eu não tenho expectativas fúteis para romance. Eu não estou busco flutuar. Eu sou um daqueles indivíduos raros, talvez um pouco cansados que realmente gosta de cultura de conexão e é feliz por viver em uma época em que a monogamia não é necessariamente a norma.
Mas eu acredito em grande amor, porque já tive um.
Eu tive esse amor que tudo consome. O amor do tipo “eu não posso acreditar que isso existe no mundo físico.”
O tipo de amor que irrompe em um incêndio incontrolável e então se torna brasa que queima em silêncio, confortavelmente, durante anos. O tipo de amor que escreve romances e sinfonias. O tipo de amor que ensina mais do que você pensou que poderia aprender, e dá de volta infinitamente mais do que recebe.
É amor do tipo “amor de sua vida”.
E acredito que funciona assim:
Se você tiver sorte, conhecerá o amor de sua vida. Você estará com ele, aprenderá com ele, dará tudo de si mesmo a ele e permitirá que a sua influência te mude em medidas insondáveis. É uma experiência como nenhuma.
Mas aqui está o que os contos de fadas não vão te dizer – às vezes encontramos os amores de nossas vidas, mas não conseguimos mantê-los.
Nós não chegamos a nos casar com eles, nem passar anos ao lado deles, nem seguraremos suas mãos em seus leitos de morte depois de uma vida bem vivida juntos.
Nós nem sempre conseguimos ficar com os amores de nossas vidas, porque no mundo real, o amor não conquista tudo. Ele não resolve as diferenças irreparáveis, não triunfa sobre a doença, ele não preenche fendas religiosas e nem nos salva de nós mesmos quando estamos perdidos.
Nós nem sempre chegamos a ficar com os amores de nossas vidas, porque às vezes o amor não é tudo o que existe. Às vezes você quer uma casa em um pequeno país com três filhos e ele quer uma carreira movimentada na cidade. Às vezes você tem um mundo inteiro para explorar e tem medo de se aventurar fora de seu quintal. Às vezes você tem sonhos maiores do que os do outro.
Às vezes, a maior atitude de amor que você pode possivelmente tomar é deixar o outro ir.
Outras vezes, você não tem escolha.
Mas aqui está outra coisa que não vão te falar sobre encontrar o amor da sua vida: não terminar com ele não desqualifica o seu significado.
Algumas pessoas podem te amar mais em um ano do que outras poderiam te amar em cinquenta anos. Algumas pessoas podem ensinar-lhe mais em um único dia do que outras durante toda a sua vida.
Algumas pessoas entram em nossas vidas apenas por um determinado período de tempo, mas causam um impacto que mais ninguém pode igualar ou substituir.
E quem somos nós para chamar essas pessoas de algo que não seja “amores de nossas vidas”?
Quem somos nós para minimizar a sua importância, para reescrever suas memórias, para alterar as formas em que nos mudaram para melhor, simplesmente porque nossos caminhos divergiram? Quem somos nós para decidir que precisamos desesperadamente substituí-los – encontrar um amor maior, melhor, mais forte, mais apaixonado que pode durar por toda a vida?
Talvez nós apenas deveríamos ser gratos por encontrarmos essas pessoas em tudo.
Por termos chegado a amá-las. Por termos aprendido com elas. Por nossas vidas terem expandido e florescido como resultado de tê-las conhecido.
Encontrar e deixar o amor de sua vida não tem que ser a tragédia de sua vida.
Deixá-lo pode ser a sua maior bênção.
Afinal, algumas pessoas nunca chegam a encontrá-lo.
___
Traduzido pela equipe de O Segredo – Fonte: Thought Catalog

quinta-feira, 3 de novembro de 2016

Estou viva

Estou bem.
É que amadurecer dói.
A gente perde um pouco da inocência.
A gente aprende a se controlar um pouco mais.
A gente passa a ver o mundo de outra forma.
É que aos poucos a gente vai tomando a rédia dos sentimentos.
Dos pensamentos.
Começa a tentar ser mais sincero consigo mesmo.
E começa a conhecer e aceitar as sombras.
Tudo passa.

segunda-feira, 17 de outubro de 2016

Grandes garotas não choram, ou pelo menos seguram as lágrimas um pouco

As vezes há músicas das quais podemos pegar emprestadas algumas palavras.



La, ra, ra, ra

O cheiro da sua pele
Persiste em mim agora
Você provavelmente
Está no seu voo
Voltando pra sua cidade natal
Eu preciso de algum abrigo
Para minha própria proteção, querido
Estar comigo mesma
CLARIDADE, PAZ, SERENIDADE


Espero que você saiba
Espero que você saiba
Que isso não tem nada a ver com você
Isso é pessoal, EU MESMA E EU
Nós sempre temos algo a ajeitar
E EU SENTIREI A SUA FALTA
Como uma criança
Sente de seu cobertor
Mas EU TENHO
QUE SEGUIR EM FRENTE
COM A MINHA VIDA
Chegou a hora de ser
Uma garota grande

E garotas grandes não choram
Não choram
Não choram
Não choram


O caminho que estou trilhando
Eu devo seguir sozinha
Devo engatinhar
Até eu ser adulta
Adulta
Contos de fada nem sempre
Têm finais felizes, têm?
E EU VEJO
A ESCURIDÃO A FRENTE SE EU FICAR


Como colegas
No pátio da escola
Nós brincaremos de cartas de uno
Eu vou ser sua melhor amiga
E você vai ser meu namorado
Sim, você pode segurar minha mão
Se você quiser
Porque eu quero segurar a sua também
Nós seremos parceiros e amantes
E compartilharemos nossos mundos secretos
Mas é hora de eu
Ir para casa
Está ficando tarde
Escuro lá fora
EU PRECISO ESTAR
COMIGO MESMA NO CENTRO
CLAREZA, PAZ, SERENIDADE

quarta-feira, 14 de setembro de 2016

Tive que encarar o espelho para me conhecer
Tive que quase perder para descobrir que tinha tudo
As vezes no escuro o mau hábito brota
Na insegurança e no medo da fé quase morta

Mas a vitória é fechar os olhos
Respirar fundo e esquecer o tempo.
Se entregar e abrir a porta
Despir a alma e enfrentar o medo.

As vezes a gente se perde numa certeza que não é nossa
As vezes a gente descobre que o que faltava estava aqui

Pra quem sempre se deixou convencer
Tomar as rédias e decidir não é fácil
Mas quando se escolhe e se encara
A gente enxerga que viver é mágico

Todo mundo dita regra, dita fórmula
Mas cada vida é única e o tempo não volta
Cada passo é uma nova história
Mas minha história é só minha

Quero Deus na minha vida
Trabalhar meu sentimentos para o Amor
E a cada coisa que não posso mudar
Mudar o meu olhar.

De agora em diante lutar contra o meu Ego
E ESCOLHER ser feliz.
ESCOLHER viver um dia de cada vez sem desdenhar o amanhã
ESCOLHER não temer o amanhã
Pois no fim tudo vai dar certo.
Sempre dá.

terça-feira, 12 de julho de 2016

Mãos de Ajudar




VEJA A PARTIR DO MINUTO 7:30

Hoje eu estava saindo do edifício de clínicas quando uma mulher me parou e me abordou com a voz embargada:

- Por favor moça, me ajuda, eu tô com fome.

Eu parei e olhei para ela. As roupas sujas de poeira, a boca quase sem nenhum dente, a pele castigada de sol, o corpo magro sobre a blusa de moletom, o boné, uma pequena bolsa cruzada em seu corpo, seus únicos pertences. Eu olhei diretamente para os seus olhos. Eles estavam lacrimejantes, a ponto de transbordar. Ela continuou:

-Por favor moça, eu to pedindo porque não quero roubar, eu não roubo. Eu não tenho casa, não tenho família, não tenho nada.

O tom da sua voz era de súplica. Olhei nos olhos dela e disse:

- Calma, qual o seu nome?

- Maria

Olhei para ela alguns e decidi ajudar, mas antes perguntei:

- Há quanto tempo você vive desse jeito?

- Muito tempo já.

Eu olhei em volta, tinha uma barraca de frutas, mas acreditava que a fome da mulher precisava de algo com mais sustância. Decidi que ia dar algum dinheiro para ela.

- Senta aqui Maria. - eu disse e sentamos na muretinha do jardim em frente ao edifício de clínicas. Precisava de um apoio para poder pegar a carteira de maneira mais segura.

Enquanto sentávamos a voz da Maria embargou com as lágrimas acumuladas e ela disse tentando segurar o choro:

- Eu to cansada disso. Eu peço todo dia pra não morrer de fome. Vontade de me jogar na rua prum carro passar por cima. Ninguém merece isso não.

Eu estava abrindo a bolsa parei olhei pra ela e sem saber o que fazer, coloquei a mão em seus ombros e disse:

- Fica assim não Maria... - Inútil, tosco, é óbvio que dizer isso não ia ajudar em nada, mas eu simplesmente não sabia o que dizer além disso.

- Ninguém merece isso não moça. As pessoa nem olha pra mim... eu não queria fazê isso não. Eu peço pra não ter que roubar, mas to cansada disso. Não tenho casa, não tenho família, não tenho nada.

Eu vi em seu rosto o constrangimento que fazer aquilo causava para ela. Abri minha carteira e tirei uma nota, queria que Maria pudesse comer razoavelmente bem hoje, era a única coisa que eu podia fazer. Bem no momento em que fiz isso passam duas mulheres ao nosso lado, todas bem vestidas e a mulher mais próxima diz:

- Dá dinheiro não! Tem que dar comida aí, se fosse eu não dava dinheiro não.

Eu as ignorei. Entendo o lado delas, há muitos moradores de rua que infelizmente usam drogas, e usam as esmolas que recebem para financiar seu vício, mas nem todos os moradores são drogados. O preconceito faz as pessoas terem medo e rejeitarem quem estava apenas implorando por ajuda, como Maria.

Eu já havia trocado palavras o suficiente para ver o jeito que ela falava e se portava que estava sóbria e mais que isso: cansada, triste, humilhada pela fome. Perguntei pra ela se ela sabia onde ia comprar comida ali perto. Ela disse que tinha um Giraffas com um prato de 11 reais que ela podia comer, outros lugares não deixavam ela entrar nem sentar pra comer. Eu não dei uma esmola, dei os 11 que ela precisava para comprar a comida. Estendi para ela o dinheiro de seu almoço, ela pegou dizendo "Obrigada".

Passei mais alguns minutos conversando com ela. Ela chegou a dizer mais uma vez que as pensava as vezes em se jogar no meio da pista la na rodoviária. Seu rosto já estava ensopado de lágrimas, as palavras que já saiam sem muita definição devido a falta de dentes em sua boa as vezes eram incompreensíveis por causa do choro. Falei que tudo ia dar certo, pra confiar em Deus. Levantamos e eu me ofereci para acompanhá-la e ela disse:

- Precisa não, você já ajudou muito moça, a mulher ali que eu falei antes não deixou eu nem falar... Nem quis ouvir. - ela enxugou o rosto com a manga do moletom. - Pedi só pra me ouvir e ela num quis.

Eu tentei dar um sorriso aberto, consolá-la, mas não consegui.

- Queria pode fazer mais pra te ajudar, mas eu não sei o que fazer - Desabafei.

E aí foi a Maria que me disse:

- Tudo bem. Já me ajudou moça.

A abracei e nos despedimos. Enquanto eu caminhava para o outro edifício marcar um exame e mentalizei Jesus e fiz uma prece, era a única coisa que ainda podia fazer pela Maria. Porém subindo as escadas pra ir a clinica me foi subindo uma tristeza. Quando apertei o botão das senhas eu comecei a chorar, ou melhor, comecei a tentar não chorar. Meus problemas são tão pequenos! Fiquei pensando que poderia ter dado um valor maior, eu quando como fora gasto as vezes até 20 reais, mas o dinheiro que ganho infelizmente não é mais do meu trabalho (ser estudante é tenso nessas horas) e ônibus ta caro.

Imaginei quanto tempo será que Maria havia ficado lá no estacionamento pedindo ajuda e sendo ignorada até ficar no estado de desolação na qual eu a encontrei, já implorando e quase desistindo. Mas ao mesmo tempo eu fiquei um pouco alegre porque mesmo fazendo pouco, eu fiz, e cumpri uma promessa que tinha feito a Deus. E aí ficou martelando na minha cabeça o resto da manhã uma lembrança que foi bem marcante:


Há alguns anos estava eu no ensaio do GEMIX, e estávamos montando um arranjo para a música "Dor e Confiança" do Allan Filho. Pra quem não conhece a música ela fala bem assim:

"Pés descalços mãos marcadas, moradores nas calçadas, esquecidos como a própria noite. Rosto triste olhar tão raro, na esperança de um amparo, o silêncio mostra a própria dor. Sem perceber, finjo não ver e prefiro evitar. Preciso ter olhos de ver e mãos de ajudar, e amar como Ele amou" Na última repetição da música a palavra a frase muda para "Pés descalços mãos marcadas, Jesus Cristo nas calçadas, esquecido como a própria noite" em alusão a uma passagem que se encontra no capítulo 25, versos 35-45 do evangelho de Mateus.

Na época inventamos que seria interessante adicionar um RAP no meio da canção o qual me prontifiquei a compor. Rabisquei algumas vezes e ainda guardo o caderno com as primeiras versões. No final ele ficou assim:

"Por que, Por que tanto sofrimento? Tanta gente jogada ao relento. Tentei, tentei ignorar. Fechei meus olhos e busquei me libertar, mas percebi dentro do coração que eu estava fugindo do compromisso cristão, e cansada de viver de ilusão abri o evangelho, achei a solução: "O bem que fizer aos outros é o que fazes a mim" a lição é tão clara, finalmente entendi que para mudar o mundo eu preciso olhar pra dentro de mim e buscar me melhorar sem pensar em desistir. Estender minhas mãos pra quem preciso de um amigo, dar o primeiro passo eu sei que é difícil! INDIFERENÇA é o que te impede de ver, mas tenho confiança que a esperança há de vencer!"


Sim, palavras bonitas né? Uma pena que durante muito tempo elas não passaram de palavras. No final do ano passado fui comer sushi com esses meus amigos do GEMIX, e quando descemos do carro veio um senhor que se aproximou cautelosamente nos abordando com cuidado.

- Oi boa noite, desculpa incomodar. - Ele mantinha a cabeça meio baixa visivelmente envergonhado. - Eu to precisando de dinheiro pra dar comida pra minha família. Eu morava num barraco "praquelas" bandas de lá, mas o governo foi lá e tirou tudo. Eu não queria tá pedindo não gente, mas eu to sem emprego e agora to sem casa também.

- Qual o seu nome? - Eu perguntei.

- É Francisco (nunca vou esquecer o nome dele).

Todos nós abrimos nossas carteiras e juntamos algum dinheiro pra ajudar. Na minha carteira eu tinha uma nota de 50 reais e duas moedas de 25 centavos. Na hora, no automatismo, na mania de sempre dar o "troco", a "esmola" eu dei as moedinhas...Imagina... 50 centavos ia ajudar uma família de 5 pessoas como? Na época eu ainda fazia estágio e podia muito bem pagar o lanche com cartão. Quando ele foi embora entrei no restaurante com o pessoal, mas quando olhei os valores no cardápio senti um leve mal estar, havia pratos lá que custavam 60 reais. Me bateu um arrependimento e pensei "fui muito egoísta", fui muito egoísta MESMO e pensei no meu conforto. As letras do RAP que eu mesma tinha escrito anos antes se encaixaram como uma luva nessa hora "percebi dentro do coração que eu estava fugindo do compromisso Cristão". Sabe quando cai a ficha da hipocrisia?

Em uma noite numa ida ao cinema a dois, eu gasto facilmente 50/60 reais só com os ingressos e a pipoca. Vários dos meus vestidos custaram 60 reais cada, uma base de maquiagem dependendo da marca tem esse preço, um sapato, um perfume, dois rodízios de pizza, uma compra pra semana no mercado... por qualquer besteira e prazer para mim eu gasto esse valor sem pensar nem duas vezes, mas quando é pra ajudar alguém eu dou 20 centavos!!! Quando voltei pra casa no carro naquele dia eu pensei no Francisco, e o quanto eu pregava tantas coisas lindas e fazia tão pouco, tão pouco... E o pior, aquele dinheiro não ia me fazer falta. Não ia, eu não ia passar fome, não ia ficar sem voltar pra casa, não ia deixar de pagar as contas, ele era um supérfluo. E foi aí que eu prometi naquele dia pra mim mesma que se eu visse alguém que sinceramente precisasse de ajuda eu ia dar aquilo que eu pudesse que estivesse em minhas mãos, não aquele 1,50 de moedinhas só pra desencargo de consciência. Foi por isso que dei pra Maria o valor de um almoço, conversei com ela, abracei e resolvi voltar a pé para casa pra economizar o ônibus.

Eu não estou querendo me vangloriar, nem dizer "Vejam como sou uma pessoa boa" porque sinceramente eu não fiz nada mais do que a minha obrigação, isso deveria ser a norma e não a exceção. Não tenho orgulho de estar fazendo isso, tenho vergonha é de ter demorado tanto para começar a fazer! E fazer tão pouco ainda por cima!

Minha família, nossa família é o mundo, cada pessoinha desse planetinha azul. Hora de tomar vergonha na cara e parar de ser hipócrita. O Francisco, a Maria, o Alessandro (essa é outra história que eu conto se alguém quiser ouvir), os ex-moradores de ruas que vendem a Traços por aí, o pessoal que arrecada fundos para instituições de reabilitação aos drogados nos ônibus, etc, são meus irmãos criados pelo mesmo Deus que criou a você e a mim e se eu acredito nisso a minha ÚNICA obrigação é ser grata a Deus realizando o verdadeiro louvor a ele, cumprindo meu propósito na Terra.

Sabe o meu maior medo? Até pouco tempo atrás o meu medo era a solidão... Mas eu NUNCA to sozinha. Hoje eu percebo que meu maior medo é esquecer de Deus, ser engolida pelas preocupações da Terra e deixar de me tornar a diferença que quero ser no mundo.

sexta-feira, 24 de junho de 2016

Sobre Cabelo, Corpo e auto estima.

Fazia um tempo, um bom tempo que eu não parava para ver os vídeo da Rayza Nicácio, uma blogueira/vlogueira que conheci há uns 3 anos quando comecei a, finalmente, graças a ela, pentear os meus cachinhos da maneira certa, e cuidar mais deles, e arriscar nos penteados, inclusive o da foto que tá no meu perfil do facebook, a arriscar nos lenços, e etc. Admiro muito essa menina, sério. Ela só cresceu e ver a transformação dela ao longo do vlog, a sua segurança e conquistas só me fazem pensar "Posso ser assim também" XD. E nada melhor pra renovar sua auto-estima do que ouvir de novo e de novo que eu posso escolher.

Acho que todas nós, meninas (e meninos também), já passamos por essa etapa de não gostar de nós mesmas e ficarmos inseguras. Eu tinha duas muito fortes quando criança: Meu peso e meu cabelo.
Até a 5ª, 6ª série eu usava um rabo de cavalo bem apertado e liso na frente. Amarrando ele molhado sempre. Nessa fase eu me arrumava para ocasiões especiais fazendo uma escova, e eram horas na cadeira com a mulher puxando meus cabelos e eu lá segurando meu pescoço, mas tudo bem, eu amava me ver de cabelos lisos. No salão, a cabeleireira que ia fazer a minha progressiva (acho que eu tava na 6ª série) disse que a parte onde ficava a xuxinha estava apodrecendo, foi só aí depois vários anos com ele preso que comecei a soltar.

Eu podia ter me sentindo tão mais bonita muito antes. Podia ter me divertido mais, ficado mais a vontade... Aprendido a gostar do meu cabelo lá atrás, mas não. E o meu corpo?

Quem me conhece há anos sabe, foram décadas apenas de Jeans e Camiseta. É confortável e eu amo também, mas não é só por ser básica que eu usava. Na verdade eu sempre invejava as meninas magrinhas que usavam blusas de alcinha e vestidos, saias rodadas, e sapatinhos de bonecas XD. Na adolescência eu achava que não podia usar vestidos e saias rodados, que são o meu estilo favorito, porque eles não ficavam bem em mim, me deixariam mais gorda, nem experimentava... Saia longa? Não fica bem pra quem é baixinha. Batom vermelho? Me deixava muito velha. Ai ai, ,hoje eu posso dizer com orgulho, ou não, que pela primeira vez eu tenho mais vestidos que calças, ainda uso mais as calças, mas apenas pro praticidade (Faculdade e longas caminhadas). Agora, nada é mais gostoso do que se vestir e descobrir que ficar bem com o que gosta, seja saia, vestido, longo, curto, barriga de fora, batom vermelho, sombra azul, ou rosa, ou de qualquer cor. XD.

Agora é tentar se livrar o jugo dos outros, e das imposições que tentam nos colocar e fazer o possível pra também não colocar jugo em ninguém.


quinta-feira, 16 de junho de 2016

Choro pelo mundo.

Eu tenho uma tendência muito forte a ficar paranoica (sério mesmo) e ter surtos de ansiedade por pensar demais. Hoje eu fiquei pensando e pensando em todas essas coisas que estão acontecendo no mundo. Eu sempre escolho e sempre quero acreditar em um mundo melhor, mas simplesmente tem horas que não dá. É tanta falta de amor de todos os lados, tantos ataques a quem pensa diferente, sente diferente, vive diferente, é tanta generalização, polarização, guerras física, ideológicas, mentais, verbais, que um medo e uma tristeza me invadem e me dão vontade de desistir de tudo, pedir pro mundo para e eu descer, porque eu não dou conta.

Pessoas que gritam por amor, paz, igualdade e respeito, mas apenas se forem para quem pensar igual a elas, se as pessoas se moldarem, se converterem, se convencerem do que elas acreditam. Inclusive eu, inclusive você que lê este post! Sim!

Você pode até dizer que não, mas no fundo no fundo todos querem moldar a todos num padrão do que acha certo, nem que seja o padrão de que não pode haver padrão... Eu não consigo parar de pensar em quanto o mundo está errado e o quanto eu queria não estar nele. Eu tenho medo, eu fico assustada de verdade com toda essa massa de ódio, de imposições, de revolta de todos os lados, tão densa e palpável no ar que é quase possível pegar um faca e cortar. Onde ninguém consegue dialogar, onde as pessoas querem porque querem ganhar no grito, ou na ameaça, ou na agressão.

Posso estar equivocada, mas a única coisa que vejo é que nunca se defendeu tanto o "Amor" sem vivê-lo, nunca se buscou tanto "valores" sem representá-los, nunca se lutou tanto por justiça fazendo injustiça, por liberdade, aprisionando, por respeito, julgando, por tolerância, cortando relações ou humilhando, por voz, tapando a boca do outro e não deixando ele falar, simplesmente porque o que ele vai falar é o oposto do que você diz.

Eu não sou imune, gostaria de ser, mas não sou toda essa situação do mundo me aflige tanto que me atrapalha a viver. "Natasha, você não vai mudar o mundo, não carregue o peso dele, pensa em você!" Pensar em mim como? Se estou sofrendo justamente por tentar ser menos hipócrita e viver na prática o "Pensar no outro antes de si" o "ser menos egoísta"...

Faz algum tempo que eu oro todos os dias pra Deus pedindo pra amar assim como Jesus ensinou, sabe? Olhar para as pessoas com o amor incondicional que ele tem, pra ele me lembrar que mesmo a pessoa mais fdp que existe ainda assim é amada por Ele, e que não sou eu que vai julgar. Eu sinto pena, eu sinto angústia, eu sinto dor, pelas pessoas e por mim também, por me considerar alguém de "bem" e mesmo assim me deixar levar e falhar de novo. A cada manchete, cada comentário, cada debate, a cada vez que meu coração se revolta e sente ódio, eu tenho vontade de chorar e de desistir. Eu odeio sentir ódio. Não quero aceitar essa realidade, que essas coisas existem.
#desejandoumamaquinadotempo #voltamundocorderosadainfancia #crescermachuca

segunda-feira, 9 de maio de 2016

Sabe Tudo?

Queria ter escrito sobre isso na quinta-feira, mas não deu. Muita coisa aconteceu, se passou. Só sei que quando bate a vontade de escrever o ideal seria ir direto fazer isso, escrever. 

Eu cresci sendo uma criança com "síndrome de sabe-tudo". Curiosa e amante de leitura, passava horas e horas da minha vida absorvendo, por vontade própria, conteúdos diversos de assuntos variados: saúde, moda, casa, curiosidades, artesanato, arquitetura, design, estilo de vida, planetas, vida em outros planetas, religião, literatura, animes, música, etc.



Na minha pré-adolescência e adolescência a minha crise de baixa auto-estima em relação aos meus atributos físicos, e meu senso moral de responsabilidade quanto aos gastos absurdos que meus pais tinham para garantir minha boa educação, me motivaram a me dedicar e engajar nos estudos, e ser sempre a "certinha". 

Eu queria ser inteligente. Mesmo dizendo que não, no fundo eu gostava de chamar a atenção por meu intelecto e ser reconhecida por ele. Por isso tirar uma nota vermelha era mais traumatizante e frustrante do que levar um fora de um garoto qualquer, ou ser chamada de gorda e vassoura de bruxa (por causa do meu cabelo). Dizer pra mim "Natasha você está linda" nunca era tão bom, gratificante, e revigorante, quanto ouvir algo como "Puxa, amei aprender isso com você!" ou "Amei conversar com você!", ou "Caramba, ein, você sabe tudo!" (Mesmo eu não sabendo). Até porque eu não acreditava em ninguém que me dizia que aquela coisa que eu via no espelho era bonita, enfim, não falemos sobre isso.



Até pouco tempo atrás eu acreditava que não era uma pessoa competitiva, pra mim o importante sempre foi participar, ganhar ou perder não importava, tanto é que na maioria dos jogos eu sempre fiquei para trás e não ligo. Mas descobri que sim, eu sou bastante competitiva: na arte da conversação. Eu não sei conversar, eu sei "professorar".


Calma, não estou falando que eu faço monólogos onde ninguém entra (Bem, eu faço isso as vezes, quer dizer, muitas vezes, mas não é essa a questão), mas sobre prestar atenção e absorver o que o outro tem a dizer sem necessariamente contra-argumentar.

Existe uma frase muito sábia que diz "Você prefere ter razão ou ser feliz?". Eu achava que havia escolhido ser feliz, mas a verdade é que na maior parte da minha vida, e até hoje, costumo escolher ter razão. Não ter resposta para algo, não ter algo que contraponha ou comprove o meu ponto de vista me faz ficar extremamente frustrada. Eu não sei quando parar e isso afasta as pessoas. É claro, ninguém gosta de conviver com alguém que está sempre certo, ou que nunca admite estar errado, ou que quando "perde" uma discussão fica com raiva, vira as costas, ignora, não dá o braço a torcer e se frusta. 



Me sentir "burra" é meu ponto fraco. Não há nada que me deixe mais insegura no mundo do que não saber o que dizer, descobrir que estou errada. Isso não passa de ORGULHO. A mazela humana que NINGUÉM nessa Terra consegue se livrar completamente.

"Se você não sabe de algo, finja que sabe! Mas finja tão bem que até você acredite que realmente sabe!". Esse é o lema do falso sábio, do perfeccionista, do orgulhoso, do sabe-tudo. No fim ele é só um tolo, assim como eu. 

"Mas Natasha, você está falando sobre isso, está admitindo que está errada!!!" Sim! Estou! Porque agora eu percebo quando estou frustrada, e tento mudar isso. Eu estou começando a ouvir. E ainda fico triste por falhar nisso, kkkk. Que coisa ein? Frustração e tristeza por estar frustrada e triste. Fazer o quê, pelo menos agora eu sei perceber. 

sexta-feira, 18 de março de 2016

Sobre ser borboleta

Quarta-feira fui agraciada com um presente de Deus maravilhoso. Fui ao mercado com a minha mãe e meu irmão mais novo e na garagem vimos o que parecia o vulto de uma borboleta. Não qualquer borboleta, uma borboleta azul com detalhes pretos, dessas que vemos a foto no Google e colecionamos adesivos para enfeitar nosso quarto quando somos crianças. Minha mãe ficou completamente arrepiada e emocionada e eu também. Damos mais uns passos ainda e ao olhar pra trás estava ela, enorme, voando entre os carros. Como pode num lugar tão incomum algo tão frágil e ao mesmo tempo tão forte como uma borboleta viver? Era uma garagem! Resolvi interpretar aquilo como um sinal. Era um sinal dos céus. Certeza.


A Borboleta sempre foi um inseto especial para mim, não só por sua beleza, mas toda a sua simbologia cultural. Ela é símbolo de transformação, de espiritualidade e da alma feminina, e principalmente de liberdade. Desde pequena era (sou um pouco ainda) obcecada por essa pequena criatura. Costumava em minhas brincadeiras, nos momentos retardados dizer em voz alta "Sou uma linda Borboleta" e sair correndo em círculos batendo minhas asas. Kkk. Desenhava varias delas em todos os livros e cadernos que tinha, minha assinatura sempre era seguida por uma.


Quando era pequena havia um livro que amava muito que líamos duranto o Evangelho no Lar. Era a história de uma pequena lagarta que se lamentava por ser "feia" e por viver presa a terra, se arrastando sempre lentamente e com dificuldade, sempre presa ao chão. Ao longo da historia ela conhecia diversos amigos: Terra, ar, água e fogo, ou seja, os "elementos" da natureza e cada um deles dava lições valorosas para a lagarta sobre virtudes e sobre a sabedoria de Deus. A lagartinha precisava ter paciência, resignação, foco, fé e sobretudo amor. Ela tinha uma luzinha dentro dela que aquecia seu coração sempre que ela orava, agradecia e exercitava o amor ao próximo. Até chegar o momento em que se transformaria em uma "nova criatura". O processo era simples, mas não era fácil, ela começou a ficar cansada, abatida, por mais que quisesse continuar não dava, ela então precisou ficar estagnada durante um tempo em um sono profundo e restaurador... Até que ela despertou para a sua nova realidade! Ela estava completamente diferente.  Estava bonita, iluminada e ganhara lindas asas, ela não estava mais presa ao chão, se arrastando por aí, ela era livre.


Metáfora para a vida. Aqui na Terra "somos lagartas, nos arrastando na vida" (kkk, trecho de musica infantil que eu amo!). Estamos limitados, e as dificuldades que enfrentamos sao inúmeras, mas não podemos nos permitir desistir. Assim como a lagarta da história o mundo parece que vai nos engolir as vezes, mas é preciso exercitar a fé, a perseverança e o amor, principalmente o Amor! Se a gente desistir vamos ser esmagados antes de nos tornarmos borboletas. Mas se enfrentarmos tudo sem esmorecer quando nosso corpo estiver cansado toda a carga que nos prende ao chão será deixada de lado numa espécie de morte. E nesse periodo de "internalização" vamos expurgar de nós tudo aquilo que já não nos serve, é um processo lento e doloroso, onde a "velha criatura" passa por um período de inércia até despertar como borboletas em uma nova vida, capaz de cruzar os limites do seu mundo conhecido e se aventurar fora de seu habitat natural, tal qual aquela linda borboleta azul na Garagem.


Serei borboleta um dia. 😊

domingo, 6 de março de 2016

Não é isso | Hiatus do BIGBANG | Post nostálgico.

Olá pessoas felizes (kkk, não começo um post assim desde 2013), e aí a Ailee faz cover do Taeyang e eu não consigo não chorar... acho que posso versionar e botar um pouquinho de mim nessa canção como fiz com tantas outras.



Se você não sabe o que é "versionar", só pra lembrar o que não escrevo desde 2011 acho... eu faço versões brasileiras de Kpop, e eu tenho o dom de escrever versões sofrência cara. Sou boa nesse troço. Duvida? Eu fiz algumas pessoas chorarem com a letra em PT de Haru Haru do BIGBANG (O grupo que o Taeyang faz parte :3) em 2013:




E estou chateada com a triste notícia de que o BIGBANG vai entrar em hiatus porque três integrantes precisam cumprir o seu período no exército e o grupo só vai se reunir de novo daqui 5 anos. Ok que essa fase recente do BIGBANG não tem me agradado muito não. Sou do tipo romântica e ainda sinto falta da época Boyband com coreografias com eles novinhos cantando "Always", ou sendo sexys/estilosos em "Number 1" (foi nesse clipe que me apaixonei pelo Taeyang, quando ele faz aquele biquinho lindo na frase 'uh, you're so fine' heheh)... bons tempos em que o layout do meu blog foi da banda, lembram? (Ok, to falando com quem, meus 50 e poucos seguidores me abandonaram com a decadência dos blogs e a explosão do face... e do Tumblr. Fazer o que?) kkkkk.

Pra resumir, lá na Coreia do Sul não é que nem o Brasil, lá todos os meninos são obrigados pra valer a passar um período no exército, 21 meses pra ser exata, entre a formatura do Ensino Médio e os 35 anos de idade. Eles escolhem quando começar.. a não ser do caso dos idols né? Afinal, as empresas só deixam eles saírem no ultimo instante, e aí tem sempre alguém de um grupo mais antigo de hiatus.
Imagina se fosse assim no Brasil. O Taeyang, o GD e o T.O.P já estão velhinhos (kkk) e por isso tá na hora de irem para o exercito... mas pera, se são só 21 meses porque o hiatus de 5 ano?. Primeiro porque depois de sair do exército eles vão ter que voltar a treinar um tempo para voltar ao modo artista, obviamente, e também porque depois deles ainda tem o Daesung e o Seungri né? Ai ai... E pra matar saudade clipe de mais música sofrência deles porque eu to afim (Não é a fase que eu falei tá? É da Época de 'Fantastic Baby')

segunda-feira, 4 de janeiro de 2016

Em Busca da Alegria.

         
No penúltimo post deste Blog confessei que estava vivendo em Torpor. Não preciso reescrever as sensações, basta que você vá lá e leia (ou não).  Hoje pela manhã me deparei com um texto de Gustavo Gitti, coordenador do olugar.org, na revista "Vida Simples" A alegria é a Salvação. Recomendo a leitura, basta comprar a edição de janeiro de 2016 da revista.

     Logo no primeiro parágrafo há uma frase que já me chamou a atenção "A alegria cura a depressão". No parágrafo que inicia a segunda coluna do texto está escrito "A alegria nos devolve o tempo que perdemos entre a distração e o torpor, entre a correria e o tédio os dois extremos da apatia." Eu estava apática, as vezes ainda fico assim. A tristeza, oposto da alegria, que me dominou durante um tempo, ou a maior parte do tempo nesses últimos meses tem origem emocional. Sei disso. Tem a ver com meu processo que auto-descobrimento. A depressão é doença da tristeza. Eu não queria cair nela. 

     Orações são eficientes apenas se você estiver disposto a mudar o seu tônus mental. Eu busquei Deus, busco, mas o alívio era temporário, não porque Ele não agia na minha vida, mas porque foi uma escolha minha, talvez inconsciente de não deixar Ele agir. Sabe como? Alimentando a tristeza, alimentando o que me deixava triste, ou pior, encarando as coisas da forma errada.

     Eu sou a minha pior inimiga. Você é seu pior inimigo. Isso é óbvio, "mas sempre é bom lembrar que temos uma imensa tendência a desconsiderar e esquecer o óbvio, que é onde está a verdade, na maioria das vezes.", como disse Eugenio Mussak, em outra matéria desta mesma revista.

     O engraçado é que eu sei o quanto a alegria faz realmente diferença na minha vida. Lembro de alguns meses atrás em que me deixei contaminar por essa energia luminosa. "A alegria não vem das coisas, mas da capacidade de se alegrar com qualquer coisa". E eu sei disso. No começo de Julho estava vívida em minha mente as passagens de um livro que li chamado a "A arte de viver" de Júlio Borba. Durante as semanas daquele mês alimentei o meu íntimo com um sentimento grandioso de gratidão. A gratidão, descobri no exercício, era o ponto de partida para uma alegria plena que preencheu o meu ser e me fez fazer tudo com tanta tranquilidade que nada me derrubava com facilidade. Eu lavei a louça sem reclamar, fiz todos os meus trabalhos com uma disposição impressionante, sorria para tudo e todos, e durante dias eu via as pessoas com os olhos do coração (sentimento) e não do físico. Foi impressionante como tudo a minha volta parecia claro e colorido. Some a isso o frio da barriga de um novo relacionamento, e a super força oriunda do "estar apaixonado" e vupt. Que incrível foi tudo isso!

     "A alegria é a própria paz!", eu me sentia em paz. Aí está! Como podemos esquecer dessa ferramenta tão simples que é o exercício da alegria? Se felicitar pelas conquistas alheias além das próprias. Se alegrar com o aprendizado, com as oportunidades. Viver TUDO com a alegria que "nos impede de transformar em obrigação aqueles trabalhos que começamos por liberdade e prazer". Nos impedir de transformar a nossa liberdade, esse presente maravilhoso dado por Deus, em um fardo pesado. A alegria é consequência também do exercício da GRATIDÃO. Se sentir grato por cada coisa que acontece, seja boa ou má nos faz mais serenos, mais tranquilos, mais confiantes e o melhor de tudo: Levamos a alegria aos corações de todos que estão a nossa volta.
     
     Para mim não há nada mais prazeroso no mundo do que ver o sorriso sincero de alguém, e fazer parte disso, fazer parte dessa alegria. "A alegria é o antídoto da inveja" podemos competir ou nos regozijar com as conquistas dos outros. Se felicitar apenas com a própria vida é tão egoísta! Se felicitar com os momentos bons e as conquistas das outras pessoas nos nutre de alegria, de paz.
     
     Estou em busca da Alegria. Viver os momentos com esperança, gratidão, e sabendo extrair lições valiosas das minhas experiências e das experiências alheias. Vamos lá? Escolher a alegria?

segunda-feira, 14 de dezembro de 2015

Torpor


     Há algum tempo que venho entrando numa espécie de torpor, numa obnubilação em relação ao mundo a minha volta. Caminho sob nuvens. O piso não está firme sob os meus pés. De sentido figurado, é como se estivesse bêbada, ou melhor, o que eu acho que é embriaguez pois essa sensação eu nunca senti, e nem quero.

     Não sei se é bom ou se é mal. É estranho. É diferente.
     De repente me deu uma vontade de desistir do mundo. Sair dele, e entrar em outra dimensão. Na verdade é bem isso, me sinto em outra dimensão. Já não sei as coisas que fazem sentido. As coisas que faço deixaram de ter sentido. De repente tudo parece tão pequeno...
     Eu faço as coisas por obrigação. Estou semi-desperta. Tenho sentido sono, quase o tempo todo. Um sono que não sei de onde vem. Não é tristeza. Nem alegria. Tenho picos de medo e picos de euforia.
     O que me move? Estou tentando ouvir o que Deus tem pra me dizer. Eu pergunto. Ainda não aprendi a enxergar a resposta. Mas de repente aquilo tudo que fiz parece ser em vão... Será que foi em vão, ou teve algum sentido? Tantas horas empregadas... Eu não sei o que fazer em relação a isso.
     Estou em um estado de confusão constante o qual as vezes acho impossível verbalizar por voz. Eu preciso escrever... Eu não tenho certeza de nada, não sei fazer mais nada. Ou talvez saiba, não sei o quê.
     Será que realmente pertenço a esse universo? Afinal, o que Você quer de mim?
     Não estou pronta para desapegar de tudo... quer dizer, não estou forte para isso.


quinta-feira, 10 de dezembro de 2015

Meu corpo em brasas
Lembranças tuas
Um beijo longo
Toque profundo


Palavras novas
Tuas costas nuas
Eu em teu colo
Esqueço o mundo


Nada importava
Sensações


Fui desejada
Emoções


Caí onde não devia
E a falta que faz
Antes eu sabia
Já não sei mais


Anos atrás, por quê?
Nas noites pensamentos
Solidão consumia
Me entreguei ao engano


E eu quis viver
Lascivo desejo
Angustia vazia
Cor de outono


Sinto tua falta
Não de mim


E agora será?
Não e sim

segunda-feira, 30 de novembro de 2015

Eu sou filha de Deus como todo mundo.

     Meses atrás acordei no meio da noite agoniada sonhando com algemas. Se tem uma imagem que sempre me assustou foram grades, prisões, algemas. Nada pra mim é pior do que a sensação de me sentir presa. Eu sou livre, o que não quer dizer que eu faço tudo o que vem a minha cabeça sem pensar nas consequências. Eu sou fã da Liberdade e não da Libertinagem... Enfim, no princípio eu não sabia o que queria dizer esse sonho, essa imagem.

     Talvez agora eu saiba... Pela primeira vez na vida a minha visão de mundo foi confrontada. Isso me desestabilizou muito. Eu comecei a ler e a consumir coisas que me fizeram vacilar na certeza que me fazia forte. Fui exposta. Mas a medida que lia coisas que tinham a função de me acrescentar, eu comecei a ficar triste, comecei a vacilar na minha fé. Isso dói.

     Contestar suas verdades é bom. Afinal, você para de pensar pelo outro e passa a pensar por si mesmo... Todo mundo precisa passar por isso, mas eu não só contestei. Eu duvidei, de tudo. Na verdade eu fiz pior. Eu cogitei tentar acreditar em outra coisa,  mesmo vendo que aquilo não me tocava, me fazia mal, eu insisti.

     E mesmo procurando a Deus todo dia, mesmo orando todo dia, todo dia, eu continuei triste.

     Meu reflexo estava turvo, já não me reconhecia, e me senti usurpada do meu lugar e arrastada para um mundo desconhecido.

     Nunca senti tanta dor, tanta falta de esperança, tanto falta de sentido na vida a medida que fui me apegando aquelas ideias... tentando me imaginar vivendo em um sistema religioso diferente, ou num mundo diferente... Eu não estava perdida para ter que me encontrar. Eu entendia, eu compreendia o que estavam me dizendo, mas... Aqueles modos de ver o mundo são suficientes para outros, transformou a vida de outros, e isso é admirável, pois graças a isso muita gente encontrou paz. Esse modo de vida e de crer guia a vida de outros, que se tornam melhores sim, mas não guia a minha vida, não me trazem paz...

     Confesso que sempre soube que não eram para mim. Afinal uma vez aberto os olhos para algumas coisas em especial, tentar fechá-los e fingir que não sabe algo é ridículo. Talvez eu goste de me machucar. Eu não sei porque eu faço isso.

     E caí em prantos, e chorei doído porque eu me entristecia por várias coisas que vi e ouvi. No começo quis tentar, mas quanto buscando ver e saber mais eu me decepcionei, pois eu via e ouvia coisas que além de não tocar meu coração me traziam um peso enorme, do tamanho de um caminhão. Não adianta forçar. Comecei a me desencantar com a vida, esse presente lindo que Deus me deu. E eu pensei... "Como é possível eu viver assim? Eu não consigo viver assim. Pera, mas por que eu estou querendo mudar afinal?

     Vou seguir o que Deus aponta para mim em meu coração, afinal, as leis deles estão escritas aqui. Eu quero conhecer e "trocar figurinhas" com todas as crenças, para fortalecer a minha fé, para reter o que é bom, para me sentir próxima de Deus... Mas por cada canto que eu olho e vejo coisas contraditórias... em todo o lugar e isso me entristece. Então eu cansei disso. Eu quero continuar olhando para cada pessoa com amor, e encantada e maravilhada com a vida, com as coisas boas. Eu quero ser um instrumento de Deus para levar alegria e bom ânimo para as pessoas, para que elas consigam achar o seu potencial e sentirem-se realizadas e abençoadas, para que elas conheçam o caminho de Cristo, no qual "o jugo é leve e o fardo é suave". Não estou aqui para dizê-las que elas são pecadores infelizes que não merecem o amor de Deus, mas Deus as ama mesmo eles não sendo dignos... Pera? Ein? Ouvir que nada do que faço vale a pena porque seu coração é cheio de pecado, então não adianta nada o que eu fizer, que  só devo fazer por gratidão a cruz que nos salvou... Isso é pessimista. Não vou ficar repedindo que não sou nada, e que o outro não é nada.

     Todos são criaturas de Deus, mesmo o negando, mesmo se rebelando, todos nasceram com a capacidade divina de amar, de aprender a amar, de buscar o bem, de fazer o bem. Eu sou filha de Deus como todo o mundo, e é a Ele e só a Ele que eu devo satisfação. É a ele que devo escutar. Não consigo vê-lo nos templos, pois ele está em mim, em você, nas pessoas, em todo o lugar. Ele está em cada uma de suas criaturas. Ele ouve cada um de nossos sinceros apelos e dúvidas, e nunca desiste de nós, mesmo que desistamos dele. E se ele não responde de pronto é porque ele sabe como ser um bom Pai e não mima os seus filhos, e deixa que errem não para puni-los, mas para que aprendam e cresçam, e evoluam com seu erros.

     Eu não vou ser mais uma sectarista dividindo o amor de Deus, e me julgando mais salva, mais santa ou melhor, e nem ficar tentando puxar todo mundo que encontro para minha visão de mundo, pois há quem ore "Senhor, faça que o Espírito Santo ilumine o coração dessa pessoa para que ela se converta a verdade", se converta para Deus? Não, a pessoa que ora assim está sendo egoísta, pois ela quer que alguém "se ilumine" para pensar como ela. Não é orgulho isso? Ok, você se sente bem e quer que outros se sintam também... Mas acorde! Não é só a sua Igreja, ou a sua crença que o amor de Deus alcança. Se nada acontece sem que ele saiba, sem que ele permita já parou pra se perguntar porque ele deixa que cada um o busque de formas diferentes?

     Eu sei que ainda estou muito longe de ser alguém de bem, mas não vou deixar que ninguém tire a minha esperança e a minha fé no futuro, que me diga que as coisas que me foram provadas são sandices... E mesmo que eu não concorde com o seu modo de pensar não direi que você crê em sandices. Isso me entristece. Eu sei que estou com Deus, e não é porque eu não faço o que você faz que eu não creio.

      Termino orando:

     "Senhor, seja feita a TUA vontade, e não a minha. Obrigada por todas as bençãos que recebo, por minha vida, e pelas oportunidades constantes de aprendizado. Obrigada meu Pai por seu amor, e por me fazer capaz de amar. Abençoe e ilumine o caminho dos meus irmãos, que assim como eu também são seus filhos, e precisam igualmente do seu amor. Senhor, me ajude a transformar primeiro a minha vida, me faz cada dia mais lúcida, menos arrogante, menos orgulhosa, mais compreensiva e mais amorosa. Senhor, não me deixe desamparada, envia teus mensageiros de luz para me soprar bons conselhos e que eu seja instrumento da tua paz. Pois não é a roupa que eu visto, não é o dinheiro que tenho, não é o conhecimento que carrego, não é a comida que eu como, a língua que falo, o cargo ou a filosofia religiosa que sigo que define quem eu sou. Eu não espero reconhecimento de ninguém, pois mesmo Jesus foi incompreendido e crucificado, quanto mais eu que ainda sou tão imatura comparada ao Mestre. Senhor, me ajude a manter meu coração limpo. Pois do que adianta o corpo limpo, as roupas limpas, a casa limpa, se meu coração ainda está tão sujo de vaidade e orgulho? Senhor, agradeço por nunca me desamparar, por sempre me ajudar a enfrentar as provas que colocou em meu caminho com fé e resignação. Mas o único que e conhece é o Senhor meu Deus. Que eu não me envaideça pelas obras que realizo com minhas mãos, pois tudo que tenho provem de ti, e foi porque o Senhor me permitiu conquistar. Me ajude a ter paciência e não me desesperar diante das dificuldades, e fortalece a minha fé a cada dia. Amém."

quinta-feira, 2 de julho de 2015

Amadurecendo.

     Este ano estou aprendendo na prática e definitivamente coisas das quais as pessoas sempre me alertaram ou me avisaram. Sim, eu me vitimizo. Não é algo que eu faça de propósito, é um hábito meu desde pequena e, como todo mau hábito, é difícil de se desfazer. A segunda é me justificar por tudo. Acabei de fazer isso ao dizer que me vitimizar é um hábito. Minha mãe sempre me fala que eu nunca aceito que estou errada, e sempre me justifico, sempre ataco. Enfim, é verdade, e não só isso, eu dou desculpas para quase tudo que está fora do meu controle.
     Por que mesmo com meus pais me avisando eu nunca dei ouvidos? Não podemos negar a sabedoria do ditado popular "Santo de casa não faz milagres". Creio que essas coisas são coisas que só se apreende quando você se mete em problemas. Em 2013 foi um professor "Você tem que ouvir o que eu estou falando, você não está ouvindo". Achei que estivesse, mas ele tinha razão, mas na época eu não ouvi, claro. "Calma, não estou criticando, só dando uma sugestão." disse a minha orientadora do TCC semana passada.
     Há pouco tempo atrás eu resolvi que abandonaria o estresse da minha vida, ia cuidar da minha saúde em primeiro lugar, mas ao ir nessa onda sem exceções acabei por meter os burros n'água e deixar pessoas na mão. Pela primeira vez na minha vida fui eu a pessoa a deixar o grupo na mão sem fazer a parte de um trabalho, e a minha colega não podia estar mais certa "Se você não dava conta era só falar, mas se eu desse as desculpas (justificativas) que você dá pra tudo eu não sairia do lugar. Você não atendeu, não respondeu, sumiu e deixou Fulana sozinha para uma parte que era sua, responsabilidade SÓ SUA". E era minha responsabilidade mesmo. Isso só foi uma soma a frase que, aí sim, foi minha mãe que falou "você não tem consideração pelas pessoas". Concordo. Estava tão preocupada com o "meu" que esqueci no "nosso" e quer saber, não havia desculpas e nem justificavas realmente justas para nenhuma dessas situações, não havia para onde transplantar a responsabilidade ou culpar as circunstâncias. Fui eu que fiz isso, eu fui a responsável.
    Outra fraqueza minha apontada essa semana é a meu imenso medo e desconforto ao que é novo e diferente. A primeira coisa que eu digo é "não". E claro, junto do "não" vem todas as justificativas e porquês, sem nem ao menos tentar. Eu deixo que minha insegurança tolha todas as minhas capacidades. Se eu estagnei, se eu parei, foi porque eu não acreditei em mim mesma, e disse não, e o pior, as vezes o pior pega mal pra imagem de outras pessoas. Eu falo em nome das pessoas sem querer e comprometo o trabalho delas.
    E aí é inevitável sentir culpa e vergonha. A tendência natural é cair na tristeza e chorar "mas que droga, eu só faço merda, faço tudo errado!". Mas não, eu não posso agir assim. Me deixar levar por isso é ser fraca e novamente insistir em não aprender. Estou me esforçando de verdade para me calar e não dizer o que não precisa ser dito, o que não acrescenta. Eu não quero mais meter os pés pelas mãos, e também não quero me sentir baqueada por muito tempo. É muito ruim ouvir algumas verdades, mas é pior ainda não aprender com elas, ou usá-las para criar mais desculpas para fugir das coisas que a gente quer.
    Quero aprender a ouvir mais, e a aprender mais, e não me senti tão mal pelas minhas falhas e entender que falhar é humano e que tem horas que as coisas não acontecem como a gente quer, mas por isso mesmo acontecem coisas melhor depois.

segunda-feira, 29 de junho de 2015

Esperando - Ficction.

Eu não sabia o que esperar. Mesmo tendo aguardado ansiosamente por este dia, eu acordei meio insegura. Que horas você chegaria? Tomei meu café da manhã um tanto quanto distraída.

Debaixo do chuveiro eu cantava sorrindo e depois me auto-repreendia. Sonhar acordada não ajuda, só causa frustração e eu não queria construir nenhuma expectativa, especialmente involuntariamente. "Eu controlo a minha mente".

A roupa estava separada desde a noite passada. Uma blusa nova. Calça. Sapatinhas ou sapatinho? Sapa-tênis? Salto não. Mas aquela sandália meia pata é tão linda! Mas eu fui racional. Hoje o conforto vem antes da beleza, afinal, não faço ideia dos seus planos. Então porque diabos escolhi a sapatilha? Prevejo bolhas e algumas feridas, mas ela combina tão bem com o meu batom, que não é novo, mas disfarça minha cara de doente.
Droga, meu cabelo resolveu brigar comigo. Novidade.

Me olhei no espelho, até que estava decente. Essa blusa realmente me valorizou. Ai, não acredito que comprei roupa nova pra isso. Não, não, eu comprei pra mim, de forma alguma foi para parecer mais bonita e causar um boa impressão para você. Ok, talvez um pouco.

Sentei em minha cama com as pernas cruzadas, coloquei uma almofada no colo e peguei o celular. Abri o Whatsapp e reli nossa troca de mensagens umas três vezes. Não tirei print de nenhuma. Não faço isso, pelo menos não mais...

As mensagens dele estão guardadas em algum lugar no meu HD externo. Sei que deveria, mas não tive coragem de apagar, ainda dói um pouco ver as imagens ali, mas isso é bom. É bom para eu me lembrar que devo ser paciente, que não devo ser impulsiva, e que não devo jamais acreditar em algo que parece, mas não é. Lembretes do que não fazer. Eu era tão ridícula.

De repente senti um calafrio. Oh oh, isso não foi bom. Medo. Medo de cair na mesma armadilha de novo. Mas você é diferente, eu sei. Hey, pera lá! "Ana, não é um encontro. É uma saída de amigos." disse pra mim mesma. Mas não foi assim que começou da outra vez? Não, eu sei, fui eu que convidei. Fui eu que fui atrás, fui eu que quis me enganar. Dessa vez era um convite inesperado, algo me dizia que dessa vez tudo ia dar certo, ou quase.

Não é tão forte com você quanto foi com ele, ou melhor, tão intenso. Com ele eu chorei desde a primeira conversa, foi algo do fundo da alma, eu sentia o que ele sentia, eu quase podia tocar. Eu me abri e mostrei a minha faceta mais bem guardada.  Minhas lágrimas, minhas angústias, minhas inseguranças. Ele me acalmava. Havia um cheiro, havia uma música ressoando, havia alguma coisa naquele abraço que confortava e ao mesmo tempo queimava. Eu o desejei sem poder tê-lo. Eu me maldisse por amá-lo. Eu conheci o ciúme. Eu experimentei um monte de primeiras vezes, não todas, não "aquela", mas foram primeiras vezes. Perto dele era leve e bom, eu era quem eu queria ser, eu era a eu tão fácil. Exceto quando ele falava aquele nome. O nome dela, dela que eu também amava como irmã. Eu insistia em uma fantasia, e fiz coisas das quais odeio lembrar. Longe dele eu mal conseguia respirar, era uma tristeza sem fim. Seu sumiço era agonizante. Eu chorei tanto, por tanta coisa. Era um turbilhão de culpa, raiva, ciúme, alegria, euforia, alguma calmaria, mas muitas lágrimas.

- Eu não confio mais em você. - ele disse certa vez.

Aquilo me atravessou tão forte que pela primeira vez na vida eu senti o que as pessoas definem como "uma flecha atravessando do peito", doeu de um jeito tão ruim... tão ruim. Foi quando eu decidi desistir. Mas não foi fácil. Demorou. Aliás, você me pegou na semana em que eu quase esqueci. Realmente, você me fez esquecer por algum tempo. Depois por mais tempo. Depois pro muito tempo. Mas lembranças como aquelas não se esquece de uma vez.

Enfim, lembrar me deixa triste e eu não queria ficar triste, não hoje. Eu gosto do seu jeito, gosto quando sorri, mas eu tenho uma ferida. Você me ajudaria a sarar? Talvez eu tenha sim uma expectativa afinal: que você seja o meu resgate. Estou esperando, e não me importa mais saber onde vai me levar. De alguma forma sinto que vai ser bom, você me faz bem.

terça-feira, 16 de junho de 2015

Ansiedade 03

[15 e 16/06]

De novo aquela sensação
Eu não quero admitir
Por que essa angústia?
Você.
Por que quero tanto lhe ver?

Esperava lhe encontrar aqui.
Nem me concentrar eu consigo.
Tantas pessoas a minha volta.
A sala parece vazia.

Logo hoje que eu preciso tanto do seu abraço você ainda não apareceu.
Soa egoísta, eu sei.

Apareça por favor!
(Droga, por que estou fazendo isso?)
Eu não queria... não queria, droga!
Esqueci o quanto é horrível essa sensação.

Meu coração não se aquieta.
Será isso uma prova?
Prova de que aconteceu de novo?
Não posso acreditar.

Eu já conheço o final dessa história
E dói, dói muito, e não sei se quero passar por isso de novo.
Mesmo querendo acreditar que vai ser diferente...
Se eu disser posso botar tudo a perder.

Até porque eu não tenho certeza
Eu não tenho ideia do que fazer quanto a isso.
Não quero cair nessa de novo
Não sem um sinal seguro.

Ciúmes

[11/06]

Sinto-me triste
Iludida
Idiota...
Por que sempre ajo dessa forma?

Eu vi aquele abraço.
E me bateu aquela insegurança.
Burra! Essa tática não funciona.

Mesma situação.
Outro personagem.
Enredo renovado.
De mesma consequência.

Me recuso a sucumbir
Continuo a me envolver
Masoquista sou, só pode
Por quê?

quinta-feira, 28 de maio de 2015

Sentindo de novo.

     Sinto falta do frio na barriga, de sorrir sem motivo, me sentir flutuando, da taquicardia e até da minha cara de idiota... Mas eu tenho medo.
     Eu baixei as expectativas, pensei em mim, me senti bem e brinquei de flertar.
     Sem querer comecei a sentir essas sensações de novo. O problema de sentir? Fantasias.
     Mas eu aprendi a lição. Nada de ficar sonhando acordada ou criando imagens por aí. E nada de ver sinais onde não existem. Mas será mesmo que não existem?
     É que eu realmente não sei se o seu sorriso ao me ver é igual ao que você dá pra todo mundo, ou é só pra mim. Seu abraço também. Acho que as situações pelas quais passei antes me blindaram. Eu não me deixo mais encantar tão fácil. Bem, até deixo, mas vou com cuidado. Acho que amadureci um pouco. Estou mais racional. Ou traumatizada, porque eu repenso na outra história antes de pensar em entrar nessa.
     Mas quer saber, não tenho pressa em descobrir o que é que de fato eu sinto por você, nem estou louca pra saber se sou uma nova amiga ou há uma chance de ser algo mais, nem que seja por um dia. Estou me resguardando e de cabeça aberta. Vou viajar, vou conhecer coisas novas, conquistar meu espaço...
     No momento minha cabeça tem que estar em outra coisa, e está, é o meu foco maior. Estou vivendo. E observando o mundo. Passar um tempo agradável com pessoas diferentes e fazer amigos, você sendo um deles, eu ia gostar muito. Vai que rola? E se não rolar, tanto faz, eu sei que encontro outra pessoa.

segunda-feira, 25 de maio de 2015

Uma fic qualquer 01

Sensação estranha. Estou indecisa entre sair agora ou depois... Como antes ou depois?
Hoje vou vê-lo de novo, o cara do abraço apertado gostoso que ganhou minha simpatia em pouco tempo. Uma conversa muda tudo. Engraçado né? Foi uma conversa que mudou tudo entre mim e você. Eu cresci sabe? Eu mudei um pouco, mas me blindei também.

O estranho é que agora eu não sei se essa ansiedade e taquicardia é pela expectativa de ver você ou ele, porque... sei lá, no fundo eu nunca sei. Tão diferente. Tão parecido. Eu estou com medo, um medo bom, que me faz sentir viva, mas ainda assim me torna temerosa. Como disse, agora eu estou um pouco blindada. Continuo a meter a língua nos dentes, e falar sem pensar, dizer o que não queria e guardar o que eu queria dizer, mas estou tentando não pensar, não agir no impulso, não ser tão transparente. Você me ensinou isso, eu ainda lembro das palavras que como facas atravessaram meu peito e me arrancaram as forças. Que bom que você não viu. Que bom que não sumiu de vez da minha vista. Que bom que fez eu me curar mais rápido.

Vou tomar minha dose de racionalidade e fazer o que tenho feito esses dias: Não pensar nisso. Terminarei o dia sorrindo independente de quem eu ver, porque não é sobre ele ou você, é sobre eu me descobrir de novo. É sobre exercitar o que eu aprendi e me preservar. É sobre mim.

sexta-feira, 8 de maio de 2015

Hey Estranho.

[04/05]
Mesmo com o coração ocupado
Sentia algo estranho ao lhe ver
Naquela carteira ao fundo, sempre alí.
Sentava-me na frente para não me distrair

Sua barba, cara de homem.
Eu não lembro seu nome.

Sofria por "ele" em uma festa qualquer
Lhe vi, reconheci, mas não recordava de onde.
E pensando em lembrar dessa face marcante
Me esqueci de chorar por um pequeno instante

Não lhe abordei
Na segunda vez o vi outra vez
Sei que me viu de novo
Mas não me abordou também

Volta e meia o vejo ao longe
Nessa minha vida insone

E sempre que nos cruzamos
É a mesma reação
"Te conheço, não conheço"
Sabe que está lá, finge que não.

Tu causastes medo em mim.

[29/04]
Tenho pensado em outra pessoa
Começou com um flerte
Aprendi a não me envolver
A não me enganar

Quando o abraço
Infelizmente te recordo
Quando vejo seu sorriso
Comparo com o teu

Não é tão bom quanto teu abraço
Não é tão belo quanto teu sorriso

Mas já não sinto nada perto de ti
Eu sinto as tuas lembranças
Algo inacabado e não resolvido
Ainda falo contigo em minha mente

Triste. Só te resgato na tristeza.
Você é um sentimento.
Não quero mais vivê-lo.
Por isso insisto em esquecer

Ele, não é um futuro
Não sei porque ajo assim
Desejo aproximar-me
Mas tu causastes medo em mim

Ou fui eu?

terça-feira, 21 de abril de 2015

Esquecendo

[14/04]
Curei-me ou
Creio estar curada
Hoje li e não senti
Não procurei
Passei
Não vi

Não espero mais
Que diferença faz?
Se for pra acontecer
Será simples
Assim

Fantasma de pessoa viva

[09/04]
É só uma fantasia
Inspirada no real
Lembrança idealizada
Não se deixe enganar

Dois raios não caem
No mesmo lugar
Pare de olhar pros lados
Esperando encontrar

Ninguém está lá
Só você
Pelo que há de mais sagrado
Se esforce pra esquecer

Não se apegue a esse fantasma
De pessoa viva
Acalme seu sentimentos
Siga sua vida

Angustia

[08/04]
Culpa
Raiva
De mim
Obrigada a mentir
Obrigada a ocultar
O tempo se esvai entre meus dedos
Não sei mais o que desejo

Não aceita meu sonho
Não confio em mim
Erros pesam
Devo admitir

Coração não se aquieta
Mente não descansa
Pouco a pouco, dia a dia
Perco minha esperança

Ansia por desabafar

originalmente escrito em 03/04

Deitar a cabeça no travesseiro me atormenta.
Deveria guardar as coisas pra mim?
Quero falar... não o que nem pra quem.
De repente me sinto distantes daqueles em quem confio.
Não quero preocupa-los.
Coisa minha...comigo

terça-feira, 7 de abril de 2015

Nada em comum.

     Digamos que sou tímida e fechada. A primeira vista para alguns eu posso até parecer extrovertida e surpreendentemente interessante... Só que não. O fato é que eu posso bater papo durante horas com algum desconhecido sobre como eu gosto de frango grelhado, e como frequentar a academia mudou a minha vida. Mas me abrir de verdade são pra poucos.
     Nos últimos tempos jorrei como um rio as minhas angustias e apreensões para algumas pessoas. Ok, eu também ouvi um jorrão de angustias e apreensões. Confissões trocadas podem conectar as pessoas, pelo menos por um tempo. Tem gente que se une por afinidades e aqueles que se unem por problemas em comuns. Mas quando esses problemas se resolvem, ou então as pessoas já não tem necessidade de compartilhar, já se aliviou o suficiente aquele laço se perde...
     Ah sei lá, estou apenas jogando pensamentos. Tenho pensado muito em algumas pessoas ultimamente. Algumas que fizeram parte de um longo período da minha vida, outra que eu achava que fariam, mas já vi que não. E pensar nelas é estranho pois me causa uma certa tristeza e melancolia. Sinto falta delas. Mas o tempo passa, as pessoas mudam as relações também.
     Alguém que já foi seu melhor amigo ou amiga agora pode não ter quase nada a ver com você, os assuntos já são tão diferentes que é como se nada os conectasse a não ser lembranças de um passado que vocês já compartilharam coisas, quando ainda tinham a ver um com o outro. Agora, você não faz nem ideia do que conversar.
     E isso é ruim para amigos de longa data e com amigos recentes também. Arrisco dizer que é pior com amigos recentes, porque pelo menos com os velhos amigos ainda dá pra sentar na roda de lembranças e conversar sobre tempos idos, quando os assuntos do presente não fazem diferença... Agora com amigos recentes... ou quase amigos a coisa é meio tensa, pois você tem a impressão que eu tenho é de que algo foi me dado e arrancado rápido demais. E aí aquela pessoa que você abraçava com um carinho quase de irmão passa a ser apenas um cumprimento nos corredores da vida até passar a ser aquele que você olha, mas desvia o olhar fingindo que não viu pra não ter que conversar.
    Confesso, não sou do tipo que sabe construir e manter uma relação, e quando digo relação estou falando no geral, qualquer tipo. Eu sou aquela que se a pessoa não correr atrás eu simplesmente vou parar de agir. Eu não corro atrás e eu sei que esse é o principal motivo das minhas relações se desgastarem. Pra mim a palavra amizade tem tanto peso quanto a palavra amor. Aliás as duas coisas estão conectadas.
     Quando eu gosto muito de alguém eu corro atrás... Mas se a pessoa não reage, o que fazer? Me afastar, claro. Afinal, se a pessoa não responde nem pra dar um "oi tô vivo" ela não tá nem aí pra relação de vocês... Caiu a ficha. As vezes eu sou essa pessoa. A pessoa que ignora. Talvez seja isso. Achei uma pessoa com a mesma neura que eu e sofri um pouco do meu próprio veneno. Fui e sou ignorada. Isso machuca. Não fazia ideia. Mas é. Estranho como nossos "amigos pra sempre" ou "amigos importantes" perdem a importância tão logo a circunstância que os unia se desgasta. Quando não há mais assunto, quando não há nada em comum, quando a pessoa vira só mais um número na lista de contatos.

quinta-feira, 19 de março de 2015

Boa Noite

[15/03]
Como sempre algo me lembra você
Uma frase... não posso esquecer
Digo pra mim: hora de se focar
Ser forte e não me abalar
Mas não tenho a quem recorrer
Alguém para me fortalecer
Era você, não é mais
Isso dói
Não ser capaz...
De ser importante
Por mais que um instante
Mais que um boa noite
Mais que as palavras

terça-feira, 10 de março de 2015

Cola

Odeio incertezas
Odeio ficar na expectativa que sei que será frustrada
Odeio me segurar pois se agir vai dar m****
Já me precipitei antes.
Tudo que consegui foi um mal entendido.
Mas um mal entendido era melhor do que esse silêncio.
Silêncio cuja causa desconheço.
Ou talvez conheço.
Lembra do tal mal entendido?
Mas vou segurar. Afinal, não é a primeira vez.
Se eu o visse todo dia, me acostumaria.
Passaria rápido.
Não é nada demais.
Mas mesmo olhando ao redor... abrindo minha mente... há um pedacinho de mim que me toma a consciência e me paralisa.
Sem alarde quando nao espero... sua imagem volta. Do nada.
De repente.
Quando começo a esquecer alguma coisa aparece que te lembra.
Mesmo que não tenha nada a ver... lágrimas.
Nem sei ao certo o motivo.
É uma coisa diferente.
Não é o que já foi, mas é mais ruim do que bom.
Já não sei mais sobre você.
Então por quê eu deixo você ficar?
Por quê eu simplesmente não apago de vez.

quinta-feira, 26 de fevereiro de 2015

Saudade

Faz tempo...
No dia a dia
Correndo

Acho que to Vivendo
Deito a cabeça na hora do sono
Lembranças vem
Ai... meu peito

Não  sei o que ainda espero
Porque não dou o primeiro passo.
Importância nao tenho.
Virei um nome de recente passado

Me tornei do tipo de vez em quando
Que não significa tanto
Que não faria falta se sumisse de vez

Não culpo, fiz isso com outros
A vida tem desses casos
Constância é pra poucos
Sinto falta de você

sexta-feira, 13 de fevereiro de 2015

Meu, pra mim.

Egoísta.
No fim todo o pensamento é em mim, sobre mim, pena de mim, condolências pra mim, medo de mim.
No fim é tudo meu, sonho meu, amigo meu, sofrimento meu, tristeza minha.
Minha alma lindividualista.
Mente que nao se entrega.
Sozinha.

sábado, 31 de janeiro de 2015

Sem ânimo

Tenho vontade de desistir de tudo, mas quando olho pra trás, pra todo esforço, pra todas as horas gastas... Mas e aí? Eu não fiz isso com o blog? Quantas coisas aqui não foram terminas, mudaram, sumiram pra sempre. Quantas promessas descumpri?
Confesso estou cansada, eu sempre me empolgo no começo e depois logo desisto de tudo, ou pior, começo sem antes terminar uma etapa. E por quê? Por que eu faço isso? Eu deveria ser proibida de ter ideias antes de concluir um projeto qualquer... Mas não dá. Eu não quero mais a faculdade, eu nem sei se quero mais produção musical, eu sou a ÚNICA que cuida mesmo do Kpop BR covers, tenho uma equipe que o deixa no fim da lista de prioridades. Eu quero fazer as coisas bem feitas, mas como é que faço isso? Eu não posso fazer tudo sozinha sempre poxa.

Eu me sinto mal com isso, eu não gosto de cobrar sabe? Ficar pegando no pé, mas se as pessoas se comprometem comigo tem que se COMPROMETER pra valer. Eu dou tudo de mim, se eu não consigo dar 100% de mim em algo eu pulo fora, simples assim. Então se não quiserem pulem fora, mas não me façam contar, planejar coisas, criar esquemas se é pra não fazer parte, se é pra deixar de lado. Tô triste sim, to cansada, to me sentindo explorada. Eu vejo de fora o pessoal elogiando o trabalho que deveria ser nosso, mas é só meu. To cansada.

quinta-feira, 29 de janeiro de 2015

O tempo todo.

"CALA A BOCA, sua voz irrita!", "Para de se explicar tanto, cê fica só se explicando.", "Fala baixo. Sua voz parece que tá perfurando meus ouvidos é insuportável", "Barraqueira! Você me mata de vergonha!", "Sua dicção é PÉSSIMA ninguém entende o que você fala!",

"Cê não tem respeito não? Seu pai tá dormindo", "Viu, seu pai vem pra casa e você fica falando, cantando e tudo quando ele tá tentando relaxar e a noite discutindo, por isso ele teve um infarto. Fica estressado com você, cê vai matar seus pais Natasha!" (NUNCA vou esquecer dessa frase, desculpa, tento não guardar rancor, mas eu guardo). "Essa mania de ficar explicando tudo, ninguém quer saber, pessoa que fica mostrando conhecimento o tempo todo é chata demais se passa por arrogante", "Não tô afim de saber, só sabe ficar falando coisa inútil que ninguém perguntou".

"Presta atenção! Você vive no mundo da lua.", "Cê esquece tudo!" "Se alguém morrer do seu lado cê não nem vai perceber", "Só olha pro seu umbigo mesmo".

"Você não admite nada Natasha, NADA!", "Ok, *sarcasmo* Cê tá sempre certa!", "É assim que cê vai tratar seu chefe quando ele te contestar? Há, *sarcasmo* vai trabalhar muito desse jeito", 

"Para de cantar essas músicas que ninguém sabe, coisa agudinha mais enjoada", "Ensaiar pra quê? Cê é cantora por acaso? Cê não vai ser cantora NUNCA tira isso da sua cabeça!", "Os vizinhos daqui a pouco vão reclamar.", 

"Ninguém aguenta gente assim Natasha". "Coitado do cara que gostar de você Natasha", "Cê vai ter que achar um santo, porque pra te aguentar tem que ter MUITA paciência"

"Morre!", "F***-se"

"Não sabe dizer não, ajuda Deus e o mundo e depois fica aí explodindo", "Não acredito que você disse não, fulana faz tudo que pedem lá, mas quando é você, só liga pro seu kpop e esquece do resto", "Pra quê que a gente investiu nisso em você? Pra nada né, porque se pedir uma ajuda cê só diz não",

"Ai caraca, cê leva TUDO a sério, aprende a brincar! Você precisa de um médico!", "Cê precisa de um psicólogo sua doente. Você só pode estar doente pra ficar surtando assim", "Dramática, se melindra com nada" "Affe, você é muito imatura" "Para de chorar, parece uma criança." "Para de agir feito adolescente você é adulta já" "Ah vá, tomar vergonha na sua cara, uma mulher do seu tamanho chorando assim por uma coisa besta. Vê se cresce."


Já entendi que não nasci pra convivência social tá legal? Já entendi que sou muito mais útil trabalhando maquinalmente e entregando resultados, já entendi que eu não presto atenção em ninguém o suficiente pra ajudar ou pra dar conselhos ou pra fazer qualquer merda. Já entendi, mas não posso dizer "me matem logo" porque isso é "drama". Que droga! Faço o que então? Chorar também é "drama". Tá doendo. Dói TODA vez. Já disse, eu não choro de mentira.

Eu queria ter feito um curso de Teatro. Queria mesmo! Quem sabe aprendendo a ser atriz eu conseguisse manter o meu sorriso (mesmo que falso) e conseguisse não ser transparente, mentir facilmente. Eu queria saber enganar desse jeito, não pra manipular ou enganar, mas só pra conseguir mostrar que sou forte, me mostrar segura e determinada... Tudo o que eu NÃO SOU.
Dá pra baixar a guarda? Não. Se eu baixo a guarda ajo como eu mesma, e ser eu não é algo bom:  Distraída, falante, "escandalosa" (por causa da minha risada. RIR do meu jeito é feio), imatura, ingênua, egoísta... Se eu faço alguma coisa tá mal feito, se eu não faço sou preguiçosa, se eu peço ou pergunto eu to complicando a vida, se eu tento ser independente eu to "desprezando a ajuda dos outros" e "me achando superior", se eu tento ajudar, dar uma ideia, uma opinião eu "to me metendo". Como é que querem que eu me sinta ein? Ah é, não posso sentir, isso é "drama", é "vitimização". Claro né? O que são algumas ofensas verbais comparadas a fome mundial, a pobreza e as mazelas da humanidade?! 

Droga eu não sou de ferro. Eu não tenho pele de metal! Eu tive que aprender a me defender atacando. São tantos anos, tantas vezes, quase todo dia que fica difícil revidar de outra forma. Desculpa, mas isso me atinge sim! Eu tenho que andar sempre com o escudo levantado pra não me machucar. As vezes ele é pesado demais pra segurar e eu baixo a guarda, aí as flechas atingem em cheio.

Cê acha que gosto de ser assim? Cê realmente acha que eu não queria ser mais delicada, falar suave igual um passarinho, ter uma risada de anjo, ser encantadora, dizer sim pra tudo... Esquecer de mim e só ligar pros outros? Cê acha que não estou me sentindo estúpida por estar chorando por isso enquanto há pessoas passando por problemas muito mais sérios do que o meu? Eu sou insegura. Sou mesmo. A minha auto-estima vive em corda bamba. Eu tento sabe? De verdade. Eu tento pensar positivo. Eu digo pra mim mesma "Calma Natasha, cê consegue, respira, não se deixa atingir... não se deixa atingir". Eu arrumo meu cabelo, eu ponho maquiagem, eu ponho meus vestidos mais bonitos. Eu até consigo me sentir melhor, mais confiante... Mas uma frase, uma só frase daquelas listadas acima e puff. "Segura Natasha, não vá borrar a maquiagem senão vai ficar com aquelas olheiras de lápis".

Com quem eu falo? Teoricamente vocês são minha família... Meus amigos não são obrigados. Não fico a vontade pra falar também poxa, até porque se um deles se aproximar demais vai começar a agir que nem vocês né? Convivência é uma MERDA que estraga as relações. Se passar mais um tempo vai dizer as mesmas coisas que vocês, e vai embora. "Ninguém aguenta gente assim, Natasha". Gente como eu...